sexta-feira, 13 de maio de 2016

Entenda como funciona a nota do Enem

Muitas vezes com o resultado em mãos, as dúvidas começam: como funciona a nota do Enem?

Cada candidato poderá acessar apenas o seu resultado na prova, isso porque para entrar no boletim individual é preciso informar o nome completo, o CPF e a senha.

Uma vez dentro do resultado, o estudante terá acesso a cinco notas diferentes: de Ciências Humanas, de Ciências da Natureza , de Matemática, de Linguagens e Códigos e da redação.




As notas de cada área variam de 0 a 1.000 pontos. A partir do desempenho dos participantes, o Inep constrói uma escala de notas máximas e mínimas que permite ao aluno comparar seu desempenho com o dos demais estudantes. A escala será divulgada posteriormente pelo instituto. Mas, em 2010, por exemplo, as notas máximas dos candidatos foram: Matemática 973,2 pontos; Ciências Humanas 883,7 pontos; Ciências da Natureza 844,7 pontos; e Linguagens e Códigos 810,1 pontos.

Atenção! Para os estudantes que vão se inscrever no ProUni, a nota final do Enem é a média das cinco notas. Já para quem vai se inscrever em uma universidade pelo Sisu, as notas finais variam de acordo com a instituição, pois há faculdades que podem dar peso diferentes a cada uma das notas, dependendo do perfil do curso. Por exemplo, um curso de Biologia pode dar mais peso à nota da prova de Ciências da Natureza. 

Como o Inep chega à nota de cada área?
Essa nota é calculada pelo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI), modelo estatístico que permite que diferentes edições da prova sejam comparáveis. Veja como funciona:
- Para o cálculo da nota, leva-se em conta não apenas o número de acertos do candidato, mas também o nível de dificuldade de cada item. As perguntas são divididas previamente em grupos: fáceis, médias e difíceis. Elas estão misturadas ao longo da prova e não estão sinalizadas, o estudante não sabe qual questão pertence a qual grupo.
- Através de estatísticas e teorias matemáticas, a TRI analisa as respostas do aluno: se constata que ele errou muitas perguntas da categoria "fácil" e acertou muitas perguntas da categoria "difícil", considera o fato estatisticamente improvável e deduz que ele chutou.
- Assim, a média do aluno que chutou cai. No final, a nota não depende apenas do valor absoluto de acertos. Depende também da dificuldade das questões que se acertou ou errou.
Para o Enem, o objetivo da TRI é evitar que o candidato consiga se valer do fator sorte na hora de responder as questões. Assim reforça-se a cultura de que o importante é uma boa preparação para a prova, uma leitura calma e concentrada das questões e uma reflexão consistente na hora de respondê-las. Chute não tem lugar.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

5 DICAS PARA MELHORAR A SUA MEMÓRIA

Não tem jeito, por mais que os vestibulares exijam cada vez menos “decoreba” e mais compreensão de contextos interdisciplinares e gerais, alguns conteúdos têm de ser lembrados pelo aluno – mesmo porque é preciso ter conhecimento de um fato para poder fazer a ligação dele com outro.
Se você está com medo de “dar um branco” na hora da prova, confira algumas dicas que podem ajudar a melhorar sua memória:
1. Durma bem: por mais que seja tentador virar a noite estudando, seu cérebro precisa de descanso para funcionar direito. Por isso, mantenha uma rotina de sono saudável.
2. Coma bem: algumas vitaminas são essenciais para o bom funcionamento da memória. Elas podem ser encontradas em alimentos como pães, cereais, legumes e frutas. Também é muito importante que você esteja sempre hidratado, então beba muita água. Um dos sintomas de um corpo desidratado é a confusão.
3. Descubra o seu tipo de memória: algumas pessoas têm uma memória mais fotográfica, se for seu caso, na hora do estudo, abuse dos gráficos, imagens e desenhos. Tente também prestar atenção na lousa do professor e nas imagens do seu livro didático. Também é possível que sua memória esteja mais ligada à audição. Se for assim, fique muito atento à fala do professor e peça ajuda para um amigo para debater a matéria com ele. Algumas pessoas se lembram mais de determinadas coisas se as desenharem, ou se explicarem a matéria para alguém ou ainda se ouvirem mais de uma vez uma explicação. Descubra qual método funciona mais para você e invista nele.
4. Associação: tente fazer links entre alguma matéria e um fato mais inusitado ou que te interesse mais nela. Fica mais fácil lembrar do contexto geral da Guerra Fria se, por exemplo, você conseguir se lembrar que os Estados Unidos e a União Soviética jamais chegaram a atirar um contra o outro. É um fato que chama a atenção (uma guerra sem confronto direto!) e que pode te ajudar a lembrar de muito mais coisa (o confronto esteve em outros países, de maneira indireta etc).
5. Estude para adquirir confiança: se você estudar com qualidade, vai se sentir mais confiante. Na hora da prova, mesmo se der um branco em uma pergunta, passe para a próxima. Com tranquilidade, lembre-se que você estudou aquele conteúdo, ele está na sua cabeça e em breve você vai se lembrar dele. Sem nem perceber, seu cérebro vai continuar com aquela questão quase que inconscientemente e as chances são que você, mantendo a calma, vai se recordar daquilo que leu e ouviu.
Não tem segredo, muitos professores defendem que a memória é como um exercício qualquer: quanto mais você praticar, melhor ela fica. Por isso, reveja os conteúdos em casa com frequência e não só na véspera da prova.
Bons estudos!!

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Qual a diferença entre Parlamentarismo e Presidencialismo?

Sempre que há uma crise institucional no Brasil, o tema presidencialismo x parlamentarismo vem à tona. Afinal, qual seria a melhor e mais estável forma de governo?
O sistema presidencialista em vigor no Brasil tem sua raiz nos Estados Unidos, o primeiro grande país da América a adotá-lo. À medida em que foram se instalando as repúblicas nos demais países do continente, o regime norte-americano de governo acabou sendo replicado. A exceção é o Canadá, um país com sistema parlamentarista.
Nos governos presidencialistas, o Poder Executivo é exercido pelo presidente da República, eleito pelo voto direto. Nesse caso, o parlamento tem o poder de fiscalizar e ser um contrapeso aos atos do Executivo. No Brasil, o presidente tem muitos poderes e seu mandato raramente é interrompido antes dos quatro anos legais.
Já no parlamentarismo, o chefe do Executivo é eleito entre os deputados mais votados de uma determinada sigla. Nesse caso, os partidos políticos elaboram uma lista com os candidatos à eleição parlamentar e o primeiro nome dessa lista, caso seja o mais votado, será alçado à condição de primeiro ministro. Algumas situações, entretanto, precisam ser consideradas para a adoção do sistema parlamentarista de Governo:
1 – O primeiro e mais importante aspecto é a existência de partidos políticos sólidos e definidos ideologicamente, coisa que não existe no atual quadro político partidário brasileiro.
2 – O parlamentarismo pressupõe a existência de uma legislação clara e específica sobre candidatos e candidaturas. Na Europa, em que o sistema parlamentar é o regime vigente, quer nas Repúblicas, quer nas monarquias constitucionais, existe o voto distrital misto, voto no partido e não em candidatos e listas fechadas com os nomes indicados pelas agremiações em ordem crescente. Assim, o cidadão, ao votar no partido A, está aceitando implicitamente a ordem estabelecida pelo partido e já sabe que, caso tal partido saia vitorioso nas urnas, o candidato que aparece em primeiro lugar na lista será, automaticamente, convidado a compor o Governo e a ser o primeiro-ministro.
3 – O governo parlamentar pode ser exercido unicamente pelo partido político que obteve a maioria dos votos ou em coligação com outros partidos, em caso de não ter obtido a maioria necessária para formar governo (atualmente a Inglaterra é governada por uma coalização de partidos de centro-direita).
4 – Outro ponto importante no sistema parlamentar é o chamado voto de censura: caso o governo não esteja atuando dentro das normas institucionais ou seja suspeito de corrupção, por exemplo, uma votação no congresso pode aprovar o chamado voto de censura e, com isso, o primeiro ministro e seu gabinete perdem as condições de governar. Nesse caso, cabe ao presidente da república, ou ao rei, convocar novas eleições gerais. Isso acontece de uma maneira em geral tranquila e não afeta diretamente o dia a dia das pessoas.
David Cameron é o atual primeiro-ministro do Reino Unido, que adota o regime parlamentarista.

Ao contrário do sistema parlamentar de governo, no presidencialismo não existe o voto de censura, e sim o impeachment, situação que estamos vivendo neste momento. Muito raro nesse tipo de regime (até hoje houve dois casos emblemáticos no continente: o governo Collor, no Brasil, e o governo Nixon, nos Estados Unidos. Mas, nos EUA, o ex-presidente Richard Nixon acabou renunciando antes da abertura do processo), esse processo torna-se extremamente desgastante e acaba paralisando o país.
Parlamentarismo brasileiro
Já houve parlamentarismo no Brasil. Foi em 1962, após a renúncia do ex-presidente Jânio Quadros. Como o seu vice, João Goulart, era considerado radical e favorável a uma reforma agrária, o congresso brasileiro aprovou uma lei instituindo o sistema parlamentarista e o então deputado Tancredo Nevesfoi eleito primeiro-ministro. Esse sistema vigorou pouco tempo, pois logo depois foi convocado um plebiscito e, por maioria esmagadora, o povo votou pela volta do presidencialismo.
Durante a década de 1990, houve outro plebiscito para escolha da forma de governo e o presidencialismo, defendido pelo PT, acabou sendo vitorioso. O maior partido brasileiro de oposição – o PSDB – defende o sistema parlamentarista.
Outra discussão que se abre com o regime parlamentarista é quanto à formação do parlamento. Em muitos países, como Portugal, por exemplo, o sistema parlamentar é unicameral – ou seja, existe apenas a Câmara dos Deputados. No Brasil, assim como nos Estados Unidos, o sistema é bicameral: câmara dos deputados e senado federal.
Mas essa discussão é assunto para outro artigo.
Fonte: Texto escrito por Antonio Panciarelli e publicado originalmente no portal Politize.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

6 sinais de que você NÃO está pronto para abrir um negócio

A razão para o fracasso de uma empresa, muitas vezes, é quem a comanda. Saiba que comportamentos mudar para conquistar o sucesso

Kevin Daum, colunista, do site da revista "Inc." compilou uma série de sinais de que você não está pronto para prosperar como empreendedor.

Naturalmente, nenhum deles é irreversível. Basta corrigir os pontos negativos. Confira:
1. Você liga muito para o sentimento dos outros
Na opinião de Daum, empreendedores como Steve Jobs, da Apple, Jeff Bezos, da Amazon, e Bill Gates, da Microsoft têm algo em comum: eles são modelos do mundo corporativo, mas são odiados por muitos de seus funcionários. O colunista afirma que empreendedores bem-sucedidos devem pensar apenas na saúde de sua empresa, mesmo que possam ferir os sentimentos de alguém ou prejudicar outros negócios. Além disso, o mesmo objetivo faz com que, como um chefe, você precise ser duro com seus comandados. A dica é ser a melhor pessoa sempre que possível, mas não fazê-lo quando seu negócio for ameaçado.
2. A riqueza é seu objetivo principal
Apesar de o empreendedorismo ser um caminho rumo a um saldo bancário polpudo, é difícil conquistar ao sucesso pensando apenas na grana. É importante escolher uma área em que você gosta de atuar. Ao pensar só no dinheiro, você não vai dar a devida atenção ao desenvolvimento de um produto ou serviço de qualidade e nem à satisfação dos seus clientes. É claro que você deve pensar em lucrar bastante, mas há muitos outros fatores envolvidos, de acordo com Daum.
3. Você não lida bem com maus momentos
São muitas as conjunções que levam uma empresa ao sucesso. Até que tudo se alinhe, você vai passar por maus bocados. Pode faltar dinheiro, você pode ter problemas ao montar sua equipe e seus produtos ou serviços podem precisar de ajustes, dentre inúmeros obstáculos. Se você não souber lidar com tudo isso, ficar nervoso e “dar chilique”, talvez seja melhor procurar algo mais estável para fazer, segundo o colunista.
4. Você acredita em revoluções
Daum sugere que tentemos listar cinco empresas que, ao surgir, revolucionaram o mercado em que estavam inseridas. Já antecipamos o resultado: você provavelmente vai se lembrar de umas três. No entanto, há muito mais que três bilionários no mundo, e eles nem sempre atuam em negócios disruptivos. Warren Buffett, o terceiro homem mais ricos do mundo, investe em produtos simplórios como o ketchup. A maior parte dos empreendedores de sucesso segue dois caminhos: o primeiro é apostar em um mercado já consolidado, mas fazendo melhor que a concorrência e o segundo é oferecer algo novo, mas usando tecnologias já existentes.
5. Você quer ser o Zuckerberg
Ou Jobs, ou Gates. Em outras palavras, você também quer ser famoso. Só que você não precisa ser conhecido para ser bem rico. Por exemplo, você não deve conhecer Gina Rinehart. No entanto, ela é a 94ª pessoa mais rica do mundo, com uma fortuna de US$ 12,4 bilhões, segundo a revista “Forbes”. Você não precisa aparecer na TV para ter dinheiro.
6. Você quer ter uma vida mansa
Muita gente acha que trabalha mais que o chefe e abre um negócio para ter uma vida mansa. Esta é uma das maiores ilusões do mundo dos negócios. Para que sua empresa decole, você vai ter que trabalhar ainda mais. Não há mais salários. Ao contrário, você tem que pagar o salário dos seus colaboradores e, se preciso, ficar com os bolsos vazios. Serão noites em claro. Várias delas. Por isso, de acordo com Daum, só há um caminho para quem quer ter uma vida mansa: ganhar na loteria.

terça-feira, 8 de março de 2016

O termo "empreendedor" - do francês ENTREPRENEUR


O termo "empreendedor" - do francês ENTREPRENEUR - significa aquele que assume riscos e começa algo inteiramente novo.


O empreendedor é a pessoa que inicia e/ou dinamiza um negócio para realizar uma ideia ou projeto pessoal assumindo riscos e responsabilidades, e inovando continuamente.

Para ser bem-sucedido, o Empreendedor não deve apenas saber criar seu próprio empreendimento. Não basta criar ou inovar apenas no começo e uma vez somente. Deve também saber gerir o seu negócio para mantê-lo e sustentá-lo em um ciclo de vida prolongado e obter grandes retornos de seus investimentos. Isso significa administrar; ou seja.. planejar, organizar, dirigir e controlar todas as atividades direta ou indiretamente com o negócio.


INTRAempreendedorismo

Além do conceito de empreendedorismo, existe também o de INTRAempreendedorismo que a maioria das grandes organizações pretende desenvolver em todos os seus funcionários. Qual é a empresa que não gostaria de ter pessoas trabalhando como se fossem sócias ou parceiras de seu negócio e plenamente engajadas e comprometidas em alcançar os objetivos da empresa?
A diferença é que os intraempreendedores não são donos do negócio. Mas o espírito empreendedor é idêntico: dedicar-se de corpo e alma ao negócio da empresa, seja ela própria ou alheia.

segunda-feira, 7 de março de 2016

A importância de utilizar indicadores de desempenho

Muitas empresas adotam a metodologia de utilização de indicadores de desempenho nos variados processos que a envolvem. Este fato tem uma importância muito grande e uma causa simples: “Só se conhece o que se mede”.
Afinal, de nada adiantaria realizar as atividades da empresa sem saber qual é o seu andamento, o objetivo a ser atingido e os resultados a serem alcançados, não é mesmo?
Grande parte dos indicadores utilizados estão relacionadas à qualidade dos processos. Porém, há também os que pontuam prazo, quantidade, processos e outros. Independente da sua dimensão, o que é importante mesmo é que os medidores sejam bem elaborados, de maneira compreensível, mensurável e atingível pelos envolvidos. E esteja completamente adequado à atividade a ser mensurada.
Cabe à cada organização identificar os indicadores que melhor lhe atendem conforme seus objetivos e necessidades. Neste ponto, deve-se ter cuidado para que não haja excessos e não se perca o foco com tantas informações, que se tornam desnecessárias. Portanto, a empresa deve ter o seu foco bem traçado e utilizar corretamente os seus indicadores de desempenho.
Cada indicador deve possuir uma meta, que retratará a real situação da empresa. Estas deverão ser melhoradas continuamente para que a análise possa ser a mais acurada possível.
Se as metas não oferecem o resultado esperado, é preciso identificar o motivo e as principais formas de consertar este problema. Provavelmente, elas precisarão ser revistas pelos gestores dos processos. O importante é saber com o que estão lidando e onde aquelas informações podem levar.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Você sabe o que é um modelo de negócios?

Quando se fala em empreendedorismo, o termo plano de negócios é amplamente difundido. Hoje vou apresentar para vocês um assunto de muita importância para o sucesso de seu empreendimento, o modelo de negócios.
O modelo de negócios, por definição, deveria ser desenvolvido antes mesmo da construção do seu plano de negócios. Na verdade, muitos autores questionam se pode ser desenvolvido um bom plano de negócios sem um bom modelo de negócios previamente estabelecido. Para te ajudar nesta conclusão, vamos compreender o que é um modelo de negócios.
modelo de negócios é um documento na qual sua empresa desenvolve os conceitos de entrega de valor aos seus públicos de interesse, sejam eles shareholders (acionistas) oustakeholders (colaboradores) de sua empresa. Ele, geralmente, é formado por conceitos utilizados no desenvolvimento da empresa, sendo os mais comuns:
  • Conceito do negócio;
  • Como será sua estrutura;
  • Quais necessidades você está suprindo e quem possui estas necessidades;
  • Como pretende se manter competitivo;
  • Como seus clientes vão conhecer sua solução a suas necessidades;
  • O que vai trazer de novo ao mercado?
O desenvolvimento de um modelo de negócios pode começar de forma mais abstrata que o plano de negócios, que é um documento geralmente mais formal, com suas ideias já prontas. O modelo de negócios permite a você brincar com as diferentes possibilidades antes da formalização de sua empresa, sendo um processo às vezes demorado, baseado em tentativa e erro.
E por fim, procure pensar em todas as possíveis abrangências para seu modelo de negócios, tente antecipar problemas e procure formalizar como sua empresa vai conseguir superá-los, teste-o com seus amigos, com seu network, procure empresas que tem uma proposta parecida com a sua e estude-as. Desta forma, você terá muitas informações importantes que irão lhe auxiliar na hora de criar um modelo de negócios de sucesso. Capriche nesta etapa de desenvolvimento e colha os frutos no futuro.

terça-feira, 1 de março de 2016

Dicas para desenvolver um plano de negócios viável

Para ter sucesso, toda pequena empresa precisa ter os pés no chão, e para nós gestores, pé no chão é sinônimo de planejamento, mensuração, pesquisa, controle etc. Uma ferramenta que une todos estes princípios de forma organizada é o plano de negócios. Este texto vai trazer algumas dicas para um melhor aproveitamento e desenvolvimento do seu plano de negócio.

Dicas para Plano de Negócios

Clareza: Você precisa ter clareza em todos os aspectos do seu plano de negócios, desde o objetivo de sua empresa até a linguagem utilizada para desenvolvê-lo. Lembre-se que você, provavelmente, não será o único a utilizar as informações constantes no seu plano de negócios. Clareza é tudo!
Qual o motivo da escolha deste negócio: Você possui paixão pela área em que atua? Possui experiência nela? Qual motivo o fez escolhê-la? Existe realmente uma boa oportunidade a ser aproveitada? Todas estas informações devem estar presentes no seu plano de negócios.
Saiba onde quer chegar: Escolha um objetivo para sua empresa atingir daqui a 5 anos e os transforme em objetivos menores que, no fim, irão convergir para objetivo maior. Faça seu planejamento baseado nisto: o caminho traçado tem que te levar a algum lugar.
Pesquise tudo: Faça uma pesquisa completa com relação a custos e informações necessárias para manter sua empresa, desde custos de mão de obra, passando por fornecedores, mercado, distribuição, publicidade, politica, etc. Quanto mais informações você tiver sobre o seu negócio, melhor será o desenvolvimento do seu Plano de Negócios.
Compartilhe seu plano de negócios: Mostre seu plano de negócios para pessoas de confiança e peça opiniões, muitas vezes deixamos detalhes importantes passarem por simples falta de atenção.
Faça Benchmarking: Conheça, no seu mercado de atuação, outros modelos de negócios e praticas que possam ser utilizadas como inspiração, procure ajuda sempre que necessário. A gestão é algo que muda constantemente e, por isso, te obriga a melhorar sempre.
Escreva o plano de negócios sozinho: É interessante a ideia de contratar alguém para escrevê-lo por você, porém, nem sempre isto é indicado. Quando o próprio empreendedor cria o plano de negócios de sua empresa, é possível que ele conheça melhor o seu negócio, além de poder aprender um pouco mais sobre muitas ferramentas que vão auxiliá-lo na gestão da empresa.
Mantenha os pés no chão: Seu plano de negócios tem que ser viável. Caso perceba que ele está fugindo deste objetivo, ligue a luz de alerta! Talvez seja a hora de repensar todo o negócio. Reconhecer os erros e consertá-los rapidamente é uma virtude que poucos empreendedores possuem.
Estas foram algumas dicas que irão auxiliá-lo na hora de criar um plano de negócios viável para sua empresa. É preciso que o gestor analise friamente as informações sobre sua empresa para que possa organizá-las de forma correta no Plano. Tenha atenção e dedicação, faça o melhor que puder, afinal, um Plano de Negócios viável e bem pensado pode abrir muitas portas para sua empresa.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Exemplos de utilização da ferramenta 5w2h

Já falamos aqui no blog sobre a ferramenta 5w2h e sua importância para o planejamento de atividades. Devido a importância dessa ferramenta resolvemos fazer um segundo texto, complementando o primeiro, dando dicas de como utilizar o 5w2h. Citando alguns exemplos de situações em que o emprego da ferramenta pode ser muito útil para você e sua empresa. Afinal, nem só no mundo dos negócios as ferramentas de gestão são importantes, certo?

Segue alguns exemplos de utilização da ferramenta 5w2h:

1 – Programando uma viagem
Como toda atividade que exige um planejamento prévio, a programação de uma viagem precisa ser muito bem pensada e esquematizada para não haver imprevistos na hora do seu momento de lazer mais esperado do ano. Por isso, a utilização do 5w2h pode ser uma excelente alternativa para auxiliá-lo no planejamento de sua viagem de férias ou de fim de ano, por exemplo.
Abaixo, mostraremos um exemplo de planilha 5w2h pronta, detalhando todos os aspectos do planejamento de uma viagem à Salvador para o natal e reveillon. Confira:
(Clique na imagem para ampliar)

É importante ressaltar que a viagem mencionada é apenas um exemplo fictício, sem qualquer compromisso em ser fiel a lugares e preços da viagem. É apenas para que você tenha uma idéia de como ficaria um planejamento de viagem com o 5w2h. Claro que você pode ser mais específico com suas atividades, mas desta forma já dá pra visualizar legal como será a viagem.

2 – Fazendo planejamento de mídias sociais
Outra utilização do 5w2h é para o planejamento de ações em mídias sociais, muito utilizado nos dias de hoje. Abaixo segue o esquema elaborado pelo pessoal do blog Novo Setor para uma Escola de Marketing em Fortaleza, que realizará sorteios pelo Twitter a fim de angariar novos seguidores. A idéia é aumentar o número de pessoas que acessa o conteúdo da Escola. Confira:
(Clique na imagem para ampliar)

No planejamento acima, as tarefas foram melhor descritas e analisadas, com um texto um pouco maior, porém mais bem explicada. A quantidade de palavras utilizada varia de acordo com a necessidade de cada um, não há regra.
3 – Planejamento de redução de custos de uma empresa
5w2h é muito utilizado também para planejar mudanças na empresa, sejam elas estruturais, de pessoal ou mesmo financeiras. Na verdade esta é a função principal da ferramenta, que posteriormente passou a ser usada fora das empresas também. O exemplo abaixo contempla uma situação em que a empresa precisa reduzir seus gastos com o consumo de água em até 35%. Confira as etapas da mudança:
(Clique na imagem para ampliar)

Outros exemplos de utilização do 5w2h

Além dos 3 exemplos citados acima, você também pode utilizar o 5w2h em muitas outras atividades. Abaixo citaremos alguns exemplos:
  • Tornar a empresa mais lucrativa;
  • Realizar um planejamento escolar;
  • Planejar a manutenção de máquinas em uma indústria;
  • Definir a estratégia para um processo de seleção de pessoal;
  • Elevar a satisfação de alunos com determinado curso;
  • Aumento da carteira de clientes de uma empresa.
Como puderam ver, o funcionamento da ferramenta é bem simples e pode ser manuseado por qualquer pessoa que tenha mínimos conhecimentos de Excel, por exemplo. E são inúmeras as formas de se utilizar a ferramenta 5w2h para realizar planejamentos de todo tipo. Me arrisco a dizer que ela pode ser usada para qualquer tipo de organização e planejamento de atividades, basta que você analise os elementos envolvidos na análise que precisa fazer, alocando cada informação no campo correto e criando uma mentalidade de acompanhamento constante daquilo que foi mapeado no 5w2h.
Crie uma planilha 5w2h na sua casa e experimente o planejamento orientado por esta ferramenta.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O que é o 5W2H e como ele é utilizado?

Hoje falaremos sobre a ferramenta 5W2H. Você sabe o que é e para que serve? Então fique de olho!

O que é o 5W2H?

O 5W2H, basicamente, é um checklist de determinadas atividades que precisam ser desenvolvidas com o máximo de clareza possível por parte dos colaboradores  da empresa. Ele funciona como um mapeamento destas atividades, onde ficará estabelecido o que será feito, quem fará o quê, em qual período de tempo, em qual área da empresa e todos os motivos pelos quais esta atividade deve ser feita. Em um segundo momento, deverá figurar nesta tabela (sim, você fará isto em uma tabela) como será feita esta atividade e quanto custará aos cofres da empresa tal processo.
Esta ferramenta é extremamente útil para as empresas, uma vez que elimina por completo qualquer dúvida que possa surgir sobre um processo ou sua atividade. Em um meio ágil e competitivo como é o ambiente corporativo, a ausência de dúvidas agiliza e muito as atividades a serem desenvolvidas por colaboradores de setores ou áreas diferentes. afinal, um erro na transmissão de informações pode acarretar diversos prejuízos à sua empresa, por isso é preciso ficar atento à essas questões decisivas, e o 5W2H é excelente neste quesito!

Por que 5W2H?

O nome desta ferramenta foi assim estabelecido por juntar as primeiras letras dos nomes (em inglês) das diretrizes utilizadas neste processo. Abaixo você pode ver cada uma delas e o que elas representam:
WHAT – O QUE SERÁ FEITO (ETAPAS)
WHY – POR QUE SERÁ FEITO (JUSTIFICATIVA)
WHERE – ONDE SERÁ FEITO (LOCAL)
WHEN – QUANDO SERÁ FEITO (TEMPO)
WHO – POR QUEM SERÁ FEITO (RESPONSABILIDADE)
HOW – COMO SERÁ FEITO (MÉTODO)
HOW MUCH – QUANTO CUSTARÁ FAZER (CUSTO)
Há ainda outros 2 tipos de nomenclatura para esta ferramenta, o 5W1H (onde exlui-se o “H” referente ao “How much”) e o mais recente 5W3H (onde inclui-se o “H” referente ao “How many”, ou Quantos). Todas elas podem ser utilizadas perfeitamente dependendo da necessidade do gestor, respeitando sempre as características individuais.

Como utilizar?

Antes de utilizar o 5W2H é preciso que você estabeleça uma estratégia de ação para identificação e proposição de soluções de determinados problemas que queira sanar. Para isso pode-se utilizar de brainstorm para se chegar a um ponto comum. É preciso também ter em conta os seguintes pontos:
  • Tenha certeza de estar implementando ações sobre as causas do problema, e não sobre seus efeitos;
  • Tenha certeza que suas ações não tenham qualquer efeito colateral, caso contrário deverá tomar outras ações para eliminá-los;
  • É preciso propor diferentes soluções para os problemas analisados, certificando-se dos custos aplicados e da real eficácia de tais soluções.

Me dá um exemplo?

Sim, claro! Ao planejar determinada atividade gerencial, você deve responder às  7 perguntas citadas acima com clareza e objetividade. Logo após, você deverá elaborar uma tabela explicativa sobre tudo o que foi planejado. Abaixo segue o esboço bem simples de uma planilha de 5W2H. Ela pode ser configurada da maneira que o utilizador achar melhor (linhas, colunas, cores etc). Mas sempre seguindo o modelo de especificar, ao máximo, todas as etapas do processo. Caso contrário o 5W2H perde a sua função.
                                 (Clique na imagem para ampliar)
A ferramenta 5w2h é uma das mais fáceis de ser implementada e traz grandes benefícios para os gestores e suas atividades organizacionais. Por isso, não deixe de utilizá-la em seu dia-a-dia empresarial. Você só tem a ganhar!
Fonte: sobre administração

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Para ter qualidade nos processos, é preciso planejar

Muitas vezes, no decorrer de nosso dia, fazemos muitos planejamentos sem nem mesmo perceber. Nas atividades que julgamos mais simples de se fazer, estamos planejando. Na rotina do dia-a-dia, quando acordamos, lanchamos, nos deslocamos para o trabalho e outras atividades corriqueiras, estamos executando um planejamento previamente estabelecido.


Estas atividades que realizamos são caracterizadas como processos. E para que tudo ocorra como esperado, além planejar corretamente, precisamos também conhecer muito bem estas atividades: sua finalidade, tempo de duração, custo, objetivo etc. Analisando estes processos sob a ótica do mundo corporativo,  temos o que chamamos de mapeamento de processos.
E no sistema de Gestão da Qualidade, as atividades são planejadas de forma sistemática para garantir que os processos fluam corretamente e de forma constante, a fim de atingir os objetivos pré-estabelecidos no planejamento inicial.
Abaixo comentamos sucintamente alguns dos tipos de planejamento mais conhecidos, acompanhe:

Planejamento de Ações Preventivas

Planejamento realizado para antecipar-se aos problemas que venham a surgir durante a execução das atividades. Evita que as não conformidades aconteçam. É importante uma vez que o tratamento de problemas envolve um custo bem maior do processo. Assim, prevendo os problemas é mais fácil evitá-los, evitando também que os custos do projeto sejam maiores do que o planejado.

Planejamento de Melhoria de Processos

O planejamento de melhoria nos processos permite detalhar as etapas que envolvem o processo, permitindo a identificação do local exato onde ocorrem as falhas, onde precisa ser melhorado e o que precisa ser mantido. Desta forma, o gestor é capaz de administrar melhor os seus processos, agindo exatamente onde é necessário.

Planejamento de Ações corretivas

Planejando ações corretivas é possível programar-se para eliminar de forma definitiva as causas das não conformidades. Estas ações são implementadas para corrigir algum defeito do planejamento ou mesmo das atividades. É fundamental para que o objeto do processo chegue ao seu final da forma como foi estabelecido, sem erros.
Assim, o ato de planejar, tanto no lado pessoal, quanto no profissional, permite um desenvolvimento contínuo dos processos, de forma hábil e organizada. Planejando e conhecendo os processos e suas variáveis, os resultados esperados serão mais favoráveis e contínuos.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Movimentos Sociais

Os Movimentos sociais são as expressões da organização da sociedade civil. Agem de forma coletiva como resistência à exclusão e luta pela inclusão social. É nas ações destes que se apresentam as demandas sociais que determinada classe social enfrenta, se materializando em atividades de manifestações como ocupações e passeatas em ruas provocando uma mobilização social, despertando uma sensibilização na consciência dos demais indivíduos como diz Maria Glória Gohn: “ao realizar essas ações, projetam em seus participantes sentimentos de pertencimento social. Aqueles que eram excluídos passam a se sentir incluídos em algum tipo de ação de um grupo ativo” (2011, p. 336). Para André Frank e Marta Fuentes os Movimentos Sociais se baseiam “num sentimento de moralidade e (in)justiça e num poder social baseado na mobilização social contra as privações (exclusões) e pela sobrevivência e identidade” (1989, p. 19)[1]. É com uma vigorosa capacidade de mobilização que “[...] os sindicatos, as ONGs, e os diversos movimentos de luta conquistaram importantes direitos de cidadania ao longo da história brasileira” (LAMBERTUCCI, 2009, p. 82).
            É preciso fazer uma distinção entre movimentos sociais e protestos sociais. O simples fato de ir às ruas protestar contra a corrupção, por exemplo, não caracteriza um movimento social. Uma ação esporádica, ainda que mobilize um grande número de manifestantes, pode ter em seu coletivo representantes de movimentos sociais e populares mas não caracterizam um movimento social como tal. Tais protestos e mobilização podem ser frutos da articulação de atores de movimentos sociais, ONG’s, tanto quanto podem incluir cidadãos comuns que não estão necessariamente ligados a movimentos organizados como tais.

Alguns exemplos ilustram essa forma de organização, incluindo vários setores de participantes: a Marcha Nacional pela Reforma Agrária, de Goiânia a Brasília (maio de 2005), foi organizada por articulações de base como a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Grito dos Excluídos e o próprio MST e por outras, transnacionais, como a Via Campesina. Também se realizaram articulações com universidades, comunidades, igrejas, através do encaminhamento de debates prévios à marcha. A Parada do Orgulho Gay tem aumentado expressivamente a cada ano, desde seu início em 1995 no Rio de Janeiro, fortalecendo-se através de redes nacionais, como a ABGLT, de grupos locais e simpatizantes. A Marcha da Reforma Urbana, em Brasília (outubro de 2005), resultou não só da articulação de organizações de base urbana (Sem Teto e outras), mas também de uma integração mais ampla com a Plataforma Brasileira de Ação Global contra a Pobreza. A Marcha Mundial das Mulheres tem sido integrada por organizações civis de todos os continentes (SCHERER-WARREN, 2006, p. 112).

            Para haver esses movimentos sociais os motivos são os mais diversos, em geral são frutos da insatisfação popular frente a má gestão dos líderes políticos então eleitos pelo povo, que reivindicam  ações efetivas para os quais foram eleitos, em áreas como Saúde, Educação, Meio Ambiente, habitação, entre outras demandas não atendidas, fomentando indignação no povo e levando este a realizar movimentos e manifestações populares.
            Maria Glória Gohn (2014) define as características de um movimento social: possui liderança, base, demanda, opositores e antagonistas, conflitos sociais, um projeto sociopolítico, entre outros. Ilse Scherer-Warren (2006) concorda com Maria Glória ao definir em sentido amplo os movimentos sociais em torno de uma identificação de sujeitos coletivos que possui adversários e opositores em torno de um projeto social. Veja-se por exemplo o Movimento Negro e Movimento Indígena, que une-se pela força de uma identidade étnica (negra ou índia) e combatem o adversário do colonialismo, racismo e expropriação, tendo como projeto de luta o reconhecimento de sua identidade, suas tradições, valores e até mesmo de manutenção de um território que vive sob constante ameaça de invasão (os quilombos no caso dos negros e a luta pela demarcação de terras indígenas).
            Delson Ferreira (2003) define os movimentos sociais a partir das ações de grupos organizados que objetivam determinados fins, ou seja, os movimentos sociais se definem por uma ação coletiva de um grupo organizado e que objetiva alcançar mudanças sociais por meio da luta política, em função de valores ideológicos compartilhados questionando uma determinada realidade que se caracteriza por algo impeditivo da realização dos anseios de tal movimento.
            Com a luta dos movimentos sociais ampliou-se o leque de atores sociais e surgiram novas facetas à cidadania com ênfase na responsabilidade dos cidadãos na elaboração de Políticas Públicas, com espaços criados institucionalmente para esta parceria entre Estado e sociedade civil, como é o caso, por exemplo, dos conselhos gestores de políticas públicas[2]. “Novos e antigos atores sociais fixarão suas metas na conquista de espaços na sociedade política, especialmente nas parcerias que se abrem entre governo e sociedade civil organizada, por meio de Políticas Públicas” (GOHN, 2014, p. 58). E como afirma Antonio Lambertucci – então secretário executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República na época do governo Lula: “[...] as contribuições dos movimentos e organizações sociais impactam as políticas públicas e são garantias de execução [...] Isto significa uma mudança na relação com a sociedade civil e um autêntico reconhecimento do papel das entidades” (2009, p. 72). Antonio Lambertucci chama atenção ainda para o fato de como tais organizações e movimentos sociais constituem espaços de participação em uma grande rede entre indivíduos sendo através destas redes que “[...] os atores sociais formam opinião, se expressam, fazem sua vontade ganhar poder coletivo e, assim, interferem nos destinos do país” (2009, p. 82).
            Além disso, em tempos de tecnologia e cibercultura vale ressaltar também como nossa época é marcada pela comunicação em massa das redes sociais na internet, levando a ocorrência de marchas pelas ruas onde os manifestantes se mobilizam através de redes sociais, como o Movimento #VemPraRua ocorrido no Brasil em 2013 e outras manifestações ocorridas em vários países da Europa e da África[3]. Manifestações, marchas e ocupações que “[...] simbolizam uma nova forma de fazer política. Não a política partidária, oficial, mas a política no sentido dos gregos, do cidadão que se manifesta e discute na praça pública” (GOHN, 2014, p. 75). Estas novas formas de protestos com as novas TIC’s (Tecnologia de Informação e Comunicação) criaram o conceito de ciberativismo: uma forma de ativismo realizado através de tecnologias de informação e comunicação, principalmente através da internet. A utilização das informações por meio da Internet passou a ter maior visibilidade não só pelo baixo custo e eficácia na resposta a curto, médio e longo prazo pela comunidade virtual, como pela facilidade e velocidade com que as informações podem ir de um extremo a outro do planeta.
            Um exemplo claro disto é por meio da Comunidade Avaaz.org: o mundo em ação www.avaaz.org/po/index.php. Uma comunidade de mobilização on-line que encoraja as pessoas a criarem suas próprias campanhas e Petições Públicas que permite as pessoas iniciarem campanhas ao redor do mundo, usando o ciberespaço.


NOTA

Veja em nosso website a seção CiberDemocracia para aprofundar o debate sobre como a tecnologia tem influenciado hoje o Estado Democrático.
Você também pode encontrar em nosso website um artigo que fala sobre Os mecanismos de participação da sociedade no Congresso Nacional através da internet, que destaca, entre outras coisas, o uso a internet acessando as plataformas e-democracia e e-cidadania do Congresso Nacional (respectivamente da Câmara dos Deputados e do Senado Federal)


O que as marchas, manifestações, ocupações e protestos que ocorreram ao longo de 2011, 2012 e 2013 têm em comum: São articuladas via redes sociais, internet e celulares; são compostas por manifestantes que não tem necessariamente uma Ideologia Política (a adesão é a uma causa, ou mais de uma, e não à Ideologia de um grupo) e não pertencem a um grupo específico (político ou não) e por isso não tem ligação Política partidária (mesmo que entre seus manifestantes haja pessoas ligadas a algum grupo político); as manifestações ocorrem à margem não apenas de partidos mas também de sindicatos; os protestos têm grande visibilidade na mídia em função do grande número de contingente que consegue agrupar; a Democracia é um dos eixos articuladores das marchas, em seu sentido e exercício pleno; são espaços de aprendizagem que se produzem a partir de uma vivência e experiência, no sentido de uma educação não formal; contribuem para a construção de uma nova cultura política (GOHN, 2014, p. 74-76)

            Para Maria Glória Gohn a cibercultura tem alterado as formas de mobilização social de várias maneiras, tanto no que diz respeito a “ação coletiva de movimentos alterglobalização” (GOHN, 2014, p. 19) que também é impulsionada pelas novas formas de comunicação e informação, quanto altera a forma de comunicação entre jovens manifestantes afirmando, inclusive, que “saber se comunicar on-line ganha status de ferramenta principal para articular as ações coletivas” (GOHN, 2014, p. 17). O desenvolvimento da internet tem alterado não apenas a forma de articulação dos protestos e movimentos sociais, como a própria concepção da democracia. “A Internet não permite somente comunicar mais, melhor e mais rápido; ela alarga formidavelmente o espaço público e transforma a própria natureza da democracia” (CARDON, 2012, p. 01). Além disso, “dominar códigos das novas tecnologias e participar das redes sociais passou a fazer parte do perfil desse ativista” (GOHN, 2014, p. 60).

Marchas, manifestações e ocupações na atualidade são promovidas por coletivos organizados que estruturam, convocam/convidam e organizam-se on-line, por meio das redes sociais [...] A sensibilização inicial é uma causa, vista como um problema social, como a corrupção de políticos, a ganância de banqueiros, o preconceito contra gays etc. (GOHN, 2014, p. 21 – grifos da autora).

            A internet tem alterado a forma de articulação dos movimentos sociais e de protestos individuais ou mesmo coletivos, mas que não se caracterizam, necessariamente, como um movimento social, como é o caso da blogueira cubana Yoani Sanchez, responsável pela manutenção do blog Generacion Y e do site Wikileaks.org.
            Yoani Sánchez é conhecida por seus artigos e críticas à situação social em Cuba do governo de Fidel Castro usando como um dos instrumentos de suas críticas o seu Blog. Há algumas controvérsias em torno da blogueira dependendo do ponto de vista com que se analisa a questão. Para alguns, Yoani é uma defensora da liberdade de expressão em um governo ditatorial, autoritário e repressivo. Para outros, ela não seria mais do que uma aliada dos E.U.A, suspeita de ligações com supostos agentes estrangeiros infiltrados em Cuba e com a CIA que o seu blog tem servido apenas para ataques contra o regime cubano. Qualquer que seja o caso, o fato é que a jornalista utiliza amplamente a rede mundial da internet para expor suas análises e críticas ao regime cubano, entre outras análises políticas e sociais.
            Já o Wikileaks.org pode ser considerado como uma organização transnacional sem fins lucrativos que publica, em seu website, postagens de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas, sobre assuntos que podem ser considerados até mesmo de segredo e segurança nacional.
            Ao longo do ano de 2010, WikiLeaks publicou grandes quantidades de documentos confidenciais do governo dos Estados Unidos, com forte repercussão mundial. A publicação de um vídeo de um ataque aéreo em Bagdá é uma das mais notáveis publicações do site. Seu fundador, Julian Assange, publicou livros como “Cypherpunks – Liberdade e o futuro da Internet”, onde acusa governos de usarem a internet com objetivos de manutenção do poder político e econômico das nações e “Wikileaks – A guerra de Julian Assange contra os segredos de Estado”.
            Em todos estes casos,

[…] as novas mídias sociais, operadas on-line, com destaque para a mediação da internet, estão mudando a forma das pessoas se relacionarem, abrindo acesso a fontes de conhecimento e a formas de construir a Democracia, mas também fornecem todos os elementos para a construção de novas formas de Controle Social (GOHN, 2014, p. 50).

Referências Bibliográficas


ALBERTI, Verena; PEREIRA, Amilcar A. A defesa das cotas como estratégia política do movimento negro contemporâneoEstudos Históricos, Rio de Janeiro, nº 37, p. 143-166, jan./jun. 2006. Acesso em 01/09/2015.
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AVRITZER, Leonardo. Modelos de Deliberação Democrática: uma análise do orçamento participativo no Brasil. In: SANTOS, Boaventura de Sousa (org.). Democratizar a Democracia: os caminhos da democracia participativa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
CARDON, Dominique. A democracia internet: promessas e limites. Tradução de Nina Vincent e Tiago Coutinho. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012.
CARVALHO, José Murilo. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 5. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004.
EVANGELISTA, Carlos Augusto Valle. Direitos Indígenas: o debate na Constituinte de 1988. Dissertação (Mestrado em História Social). Programa de Pós-Graduação em História Social. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: UFRJ/IFICS, 2004. Acessado em 02/09/2015.
FERREIRA, Delson. Manual de Sociologia – Dos Clássicos à Sociedade da Informação. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2003.
FRANK, André Gunder; FUENTES, Marta. Dez teses acerca dos movimentos sociaisLua Nova, São Paulo, nº 17, junho 1989. Acesso em 01/09/2015.
GOHN, Maria da Glória. Conselhos gestores e gestão públicaRevista Ciências Sociais Unisinos, Rio Grande do Sul, v. 42, n. 1, p. 5-11, jan/abr. 2006. Acesso em 01/09/2015.
____. Sociologia dos Movimentos Sociais. 2. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2014. (Questões da nossa época, 47).
____. Movimentos Sociais na ContemporaneidadeRevista Brasileira de Educação, Minas Gerais, v.16, n. 47, p. 333-351, maio/ago. 2011. Acesso em 01/09/2015.
LAMBERTUCCI, Antonio Roberto. A participação social no governo Lula. In: AVRITZER, Leonardo (org.). Experiências nacionais de participação social. São Paulo: Cortez, 2009. (Coleção Democracia Participativa)
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portaria MS no 545 de 20/05/93. Norma Operacional Básica 01/93. Brasília, DF: MS, 1993.
RIBEIRO, Marlene. Educação para a cidadania: questão colocada pelos movimentos sociais. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 28, nº 2, p. 113-128, jul./dez., 2002. Acesso em 15/08/2015.
SCHERER-WARREN, Ilse. A política dos movimentos sociais para o mundo ruralEstudos Sociedade e Agricultura, Rio de Janeiro, vol. 15, nº 1, p. 5-22, 2007. Acesso em 15/08/2015.
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____. Redes de movimentos sociais. 3. ed. São Paulo: Loyola, 2005.
____. Movimentos sociais no Brasil contemporâneoHistória: Debates e Tendências, vol. 7, nº 1, p. 9-21, jan./jun. 2008. Acesso em 15/08/2015.

[1] Esta é a segunda, das “dez teses” que os autores pretendem expor em seu artigo.
[2] Para aprofundar o debate sobre o papel dos Movimentos Sociais nos Conselhos Gestores de Políticas Públicas, ver artigo nesta mesma seção.
[3] Para uma análise mais detalha sobre o papel das novas tecnologias de informação e comunicação em alguns movimentos como a “Primavera Árabe” (ocorrida em vários países entre os anos de 2010 a 2012), as marchas e ocupações dos “Indignados na Europa” (ocorridas em vários países europeus entre 2011 e 2012) e em outros movimentos como o do Anonymous e Wikileads, ver o livro de Maria Glória Gohn (2014).