sábado, 20 de fevereiro de 2016

IDEOLOGIA

Uma abordagem conceitual[1]


            Não existe uma única definição do termo ideologia. O conceito de ideologia pode assumir formas variadas, seja como um sistema de crenças políticas ou visão de mundo de um determinado grupo social, seja como as ideias da classe dominante que propagam um falseamento da realidade ou até mesmo um conjunto sistemático de ideias políticas que lida com teorias que assumem a forma de envolvimento e comprometimento político. Este termo também pode estar associado a ações políticas, econômicas e sociais e é comumente tomada por sentido de mascaramento da realidade social. “O primeiro problema enfrentado por qualquer discussão sobre a natureza da ideologia é que não existe uma definição estabelecida ou acordada para o termo [...] Conforme disse David McLellan (1995), ‘ideologia é o conceito mais impreciso das ciências sociais’” (HEYWOOD, 2010, p. 18). 
            Deste modo sentimos a necessidade de aprofundarmos o sentido da palavra para compreendermos suas significações em meio aos sujeitos sociais que utilizam com mais frequência essa terminologia e inclusive proceder a uma análise dos Partidos Políticos. Que como se sabe possuem em suas bases a ideologia política, pois cada partido possui visões diversificadas da realidade social e visa à transformação da sociedade de acordo com seus ideais e concepções de mundo, pelo menos teoricamente falando.
            Diante dos aportes teóricos estudados o termo ideologia tem em seu bojo diferentes interpretações de pensadores que a concebem mediante a realidade em que se inserem. Em muitos dos seus diversos sentidos se percebe a definição do termo relacionada ao sentido negativo, associada ao despojamento de crenças.
            Essa percepção se dá pelo motivo da palavra estar presente em inúmeros discursos, muitos deles inflamados relacionados a campanhas eleitorais de candidatos a algum cargo político. A descrença parte do entendimento de que a ideologia tem o caráter mascarador, e preserva o “status quo, ou seja, a permanência de um estado ao qual não há interferência da classe dos desapropriados dos meios de produção, ou seja, dos trabalhadores.  Isso se dá para que a classe dominante continue no poder, na direção da sociedade.
            Esse sentido de mascarar a realidade (notadamente um conceito marxista), apresentando apenas a aparência e escondendo a essência é um dos sentidos atribuído à ideologia.  Nesse aspecto a ideologia é entendida como uma ferramenta de controle social. O sentido negativo de Ideologia, de mascaramento e falseamento do real, surgiu sem dúvida com os textos de Marx, e que Engels mais tarde chamou de “falsa consciência”. Nessa concepção a classe dominante distorce a forma de ver as relações de opressão, não se reconhecendo como opressor e desejando fazer com que a classe dominada se conforme com as condições de vida existentes. A ideologia da classe dominante oculta também as contradições em que o capitalismo se baseia, escondendo do proletariado sua própria exploração.

As ideias da classe dominante são, em todas as épocas, as ideias dominantes, ou seja, a classe que é a força material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo, a força intelectual dominante. A classe que tem os meios de produção material à sua disposição tem, ao mesmo tempo, controle sobre os meios de produção mental, de modo que, em geral, as ideias daqueles que carecem dos meios de produção mental estão sujeitos a ela (MARX; ENGELS apud HEYWOOD, 2010, p. 19).

            As visões ideológicas de mundo buscam manter ou transformar o sistema social, econômico, político e cultural existente relacionada a um indivíduo, grupo, ou regime. Em se tratando da política partidária percebe-se que os cidadãos encontram-se muitas vezes descrentes que haja de fato uma mudança no sistema societário que possa vir a contemplar a satisfação de suas necessidades sociais, amenizando ou erradicando as refrações da questão social.
            Assim os cidadãos intuitivamente associam discursos e ideais de Partidos Políticos a alguns integrantes políticos que não possui o compromisso com a sociedade e sim com seus próprios interesses. São aqueles políticos que fazem a chamada politicagem.
            Percebe-se também que os discursos e promessas feitas por candidatos levam esperança a população, levam a acreditarem em mudanças no modelo de sociedade que vivemos esse modelo desigual e espoliativo ao qual estamos inseridos. Nesse contexto se tem como exemplo o caso das eleições partidárias no Brasil, onde através do voto direto, se elege representantes integrante de partidos políticos para que este(s) possa(m) promover ações contemplativas por meio das Políticas Públicas para a qualidade de vida dos eleitores em geral para a população brasileira.
            Porém já é comum acontecer casos de que políticos ao chegarem ao poder, ou seja, na direção da sociedade, deixarem de cumprir com promessas feitas em época de campanhas eleitorais, e dificilmente continuam leais às ideias que norteavam seus discursos de igualdade, justiça e equidade.
Mas o conceito de ideologia também possui um sentido positivo e não apenas o sentido de mascaramento do real tão presente no pensamento marxista. De acordo com Bobbio

A ideologia no sentido positivo designa o “genus, ou espécie” diversamente definida dos sistemas de crenças políticas: um conjunto de ideias e de valores respeitantes à ordem pública e tendo como função orientar os comportamentos políticos coletivos (1995, p. 52).

            Ou seja, entende-se que em cada cultura, e em cada sociedade “complexa” ou menos “complexa” há a presença da ideologia em suas bases. Ela possui um papel fundamental: o de nortear, orientar as tomadas de decisões sociais, econômicas, culturais.
            Como visão de mundo a ideologia pode desempenhar um papel de sustentação da estrutura de poder dominante retratando-a como justa, correta e natural ou desafiar estas mesmas estruturas, destacar suas injustiças e apontar para a necessidade de mudanças das estruturas de poder. A ideologia como visão de mundo, aos nos fornecer “um conjunto de suposições e pressupostos sobre como a sociedade funciona e deveria funcionar, elas acabam estruturando nosso pensamento e o modo como agimos” (HEYWOOD, 2010, p. 28). Neste caso pode haver tantas ideologias quantos forem os princípios vistos pelos indivíduos como necessários para organizar a ordem social e política de uma sociedade.
            Também as Ideologia Política contém uma determinada visão de como deve ser organizada a sociedade e qual deve ser a relação entre a sociedade e Estado, o que está permeado pelos mais variados valores, crenças e princípios e vícios. Tais ideologias estão sempre ligadas a grupos sociais, movimentos e partidos políticos, e cada proposta e projetos possuem um ideal. O campo das ideologias políticas é amplo e propício a debates, questionamentos, ideais, atuações e ações. Nesse campo como indica Sell (2006) há um intenso desenvolvimento de atividades. Atividades que podem ser desenvolvidas por diversos sujeitos sociais que possui determinados valores e princípios que nortearão tais ações. Quando essas ações e ideais são compartilhados por outros cidadãos, grupos ou organizações sociais, voltada para a ação prática na sociedade, estes valores e princípios são chamados de “Ideologia Política” e dessa forma podemos dizer que a ideologia está presente no cotidiano das pessoas, muitas vezes de forma implícita ou explícita.
            Seguindo a mesma linha de raciocínio Andrew Heywood (2010) afirma que todos nós pensamos politicamente. Tendo consciência ou não, as pessoas usam ideias e conceitos políticos sempre que expressam opiniões. Assim percebemos em nosso cotidiano a presença de inúmeros termos que são carregados de significância histórica e ideológica. Dentre as palavras mais usadas está: “liberdade”, “igualdade”, “justiça” e “direitos”. Assim como o uso das palavras: “conservador”, liberal”, “socialista”, “comunista” e “fascista”. Onde se utiliza para descrever o próprio ponto de vista seus ideais e valores de acordo com a concepção de cada cidadão e sociedade. E procurando relacionar o conceito de ideologia envolvendo pensamento a ação, teoria e prática política, Heywood define ideologia de modo que ela possa ter como características: a) uma “explicação da ordem vigente” associada a uma “visão de mundo”; b) ter implícito a ideia de uma “sociedade ideal”, “desejável”; c) explicar como chegar a este modelo, como promover a mudança (2010,p. 25).
            Vemos assim como não é fácil definir com precisão o que é “ideologia”. Sell (2006) reafirma a concepção que a palavra “ideologia” tem o significado relativo, ou seja, vai variar de acordo com a acepção de cada autor. Ele também sinaliza que seu conceito é comumente usado em ciências sociais e que é uma tarefa difícil que envolve diálogo com as mais diversas correntes teóricas até porque para definir o que é “ideologia” necessita-se de um estudo aprofundado das mais variadas correntes. Assim como o pensamento de Slavoj Zizek.

 “Ideologia” pode designar qualquer coisa, desde uma atitude contemplativa que desconhece sua dependência em relação á realidade social, até um conjunto de crenças voltado para a ação; desde o meio essencial em que os indivíduos vivenciam suas relações com uma estrutura social até as ideias falsas que legitimam um poder político dominante (1996, p.9).

            Neste sentido Zizek deixa claro que a ideologia para muitos autores pode ter diversos significado e que pode ter sentidos diferentes de acordo com o contexto histórico-político social.

Sentido Histórico


            Recorrendo ao sentido histórico do termo “ideologia”, buscamos seu conceito mediante os aportes de  Andre Heywood e Marilena Chauí, segundo os quais este conceito surge na época da Revolução Francesa e é utilizada pela primeira fez por Destutt de Tracy, seja em público ou em sua obra Eléments d`Ideologie (Elementos de Ideologia), utilizando termo no sentido de uma “ciência das ideias” ou “ciência da gênese das ideias “tratando-as como fenômenos naturais que exprimem a relação do corpo humano, enquanto organismo vivo, com o meio ambiente” (CHAUÍ, 1991, p. 23), acreditando ser possível descobrir a origem das ideias “com um entusiasmo racionalista típico do iluminismo” (HEYWOOD, 2010, p. 19). Nesta obra Destutt de Tracy, juntamente com o médico Cabanis, De Gérando e Volney, acreditava ser possível elaborar “uma teoria sobre as faculdades sensíveis, responsáveis pela formação de todas as nossas ideias: querer (vontade), julgar (razão), sentir (percepção), e recordar (memória)” (CHAUÍ, 1991, p. 23) e sugerindo que a ideologia seria reconhecida como a rainha das ciências, “uma vez que todas as formas de investigação se baseiam em ideias” (HEYWOOD, 2010, p. 19).
            Os teóricos franceses segundo a história eram antiteólogicos, antimonárquicos e antimetafísicos, e também pertenciam ao partido liberal e esperavam que o progresso das ciências experimentais, baseadas exclusivamente na observação, na análise e síntese dos dados observados, pudesse levar a uma nova pedagogia e a uma nova moral. Eles também foram partidários de Napoleão, eram integrantes de um grupo e apoiaram o golpe do 18 Brumário.  Julgavam que Napoleão era um liberal continuador dos ideais da Revolução Francesa. Assim,

 O sentido pejorativo dos termos “ideologia” e “ideólogos” vieram de uma declaração de Napoleão que, num discurso ao conselho de Estado em 1812, declarou: “Todas as desgraças que afligem a França devem ser atribuídas à ideologia” (CHAUÍ, 1991, p, 23).

            Esse sentido negativo disseminou-se pelo mundo e ganhou muitos adeptos, teóricos que após estudo do termo em suas determinadas épocas perceberam como, por que, para quê e por quem essas palavras eram propagadas.


Nas contribuições de Karl Marx este termo conserva o significado napoleônico, ou seja, o ideólogo vem a ser considerado aquele que inverte as relações entre as ideias e o real.  Para Marx o sentido negativo atribuído à ideologia significa um conjunto de falsas representações que tem como objetivo primordial difundir os interesses das classes dominantes.  Difunde uma “falsa consciência”, apresenta apenas a aparência dos fenômenos sociais omitindo assim a sua real forma.
            Chauí (1991) cita a ideologia Alemã, como exemplo, onde Karl Marx expõe de modo muito breve a passagem das formas de propriedade ou da divisão social do trabalho na sociedade, cujas transformações constituem o solo real da história real.
            É a partir dessas considerações que podemos entender como para Marx e Engels a ideologia surge no instante em que a divisão social do trabalho separa trabalho material ou manual de trabalho intelectual.  Karl Marx é inflexível ao afirmar que as ideologias são justamente as ideias que as classes proprietárias dos meios de produção difundem para legitimar e perpetuar sua dominação. Ou seja, ideologia é uma ferramenta de alienação. Que os proprietários se utilizam para conter ou controlar seus subordinados de forma pacífica.
            Na tradição marxista é costume se pensar o conceito de ideologia em duas interpretações bem difundidas: a instrumentalista e a sistêmica, onde para a primeira visão têm-se as ideologias como visões de mundo e representações da realidade elaboradas para legitimar a classe dominante e mascarar os reais fundamentos da sociedade. Mascarar a verdadeira estrutura ao qual a sociedade se assenta.
            Nessa visão negativa e fatalista do termo, Marx faz uma crítica após a análise da sociedade e o modo de produção, e verifica um dos pontos cruciais e mantenedor desse estado de passividade do proletariado, que é a não consciência de classe. Assim nessas concepções a ideologia tem com objetivo apaziguar, naturalizar e alienar a consciência dos trabalhadores. 
            Na visão sistêmica a ideologia é entendida como “ilusão socialmente necessária”. O que vem a ser fruto do próprio sistema social que não aparece de forma transparente aos olhos dos atores sociais. Em consenso entende-se que a ideologia é necessária para a concepção de construção ou transformação societal, e que cada cidadão possui uma ideologia, um ideal perante a sociedade, ao qual vive.
            Posteriormente o conceito de ideologia perdeu esse caráter meramente negativo a passou a tomar outros significados. Com Lênin a ideologia começou a ser atribuída não só à classe dominante, mas a todas as classes, significando as ideias características de determinada classe social e, nesse caso, é possível falar de um “ideologia socialista” ou “ideologia marxista”. No século XX o sociólogo alemão Karl Mannheim descreveu as ideologias “como sistemas de pensamentos que servem para defender determinada ordem social e que expressam em sentido amplo os interesses de seu grupo dominante ou governante” (apud HEYWOOD, 2010, p. 22).
            Atualmente a palavra “ideologia” adquiriu uma definição bem mais ampla, não sendo nem boa nem má, nem verdadeira nem falsa, nem libertária nem opressora, mas podendo assumir qualquer uma dessas características é tem sido bastante pronunciada, principalmente por grupos sociais, Partidos Políticos, indivíduos e organizações sociais inseridos direta ou indiretamente na política.  


Referências Bibliográficas

BOBBIO, Norberto. Dicionário de política. Brasília: UnB, 1995.
CHAUÍ, Marilena: O que é ideologia. 34. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1991.
HEYWOOD, Andrew. Ideologias Políticas: do liberalismo ao fascismo. São Paulo: Ática, 2010. Vol. I.
SELL, Carlos Eduardo. Introdução à sociologia política: política e sociedade na modernidade tardia. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006.
ZIZEK, Slavoj. Um mapa da ideologia. Tradução Vera Ribeiro. Rio de Janeiro. 1996.


[1] Este texto foi escrito em colaboração tomando como base o Projeto de Pesquisa realizado em 2013 (PIBIC/UFAM/FAPEAM) desenvolvido pela acadêmica Juliana Cunha Mendonça que teve como título: Identificação ideológica, atuações e coligações partidárias dos partidos políticos na cidade de Parintins.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

ANALFABETISMO POLÍTICO EXISTE

Para meditar :

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce [...] o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais
                                         Bertolt Brecht


Ciência Política

Introdução à Política

Desde os filósofos e pensadores gregos os fatos relativos ao governo da sociedade humana vêm sendo objeto de estudos exercendo influência profunda e duradoura na cultura ocidental. Etimologicamente política vem do grego: politéia (πολιτεία), politiké (política em geral) e politikós (relativo aos cidadãos) e estava relacionado à organização das polis, as cidades-estados gregas – uma nova forma de organização política e social que ocorreu na Grécia Antiga. Desde então, a política passou a denominar a arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados.
            
Os dois primeiros grandes sistematizadores do pensamento político, Platão e Aristóteles, entendiam a política referente ao estudo da polis, suas estruturas, instituições, constituição. É de Aristóteles a ideia de que a política é a ciência “maior”, ou a mais importante do seu tempo, preocupado com um governo capaz de garantir o bem-estar geral (o bom governo) da sociedade.
            
Contudo, foi só no Renascimento que a política começou a adquirir, de fato, contornos de uma ciência. A ciência política moderna é uma disciplina relativamente nova, da qual alguns autores datam seu surgimento (ao menos no que concerne a ciência política moderna) no século XVI, com Nicolau Maquiavel. De Aristóteles até a Revolução Científica Moderna não se faz atenta discriminação entre os conceitos de ciência e filosofia. A filosofia, segundo Aristóteles, era a “ciência da verdade”. E esta ou aquela, metafisicamente falando, tinham por objeto de estudo os princípios e as causas. Na modernidade, Maquiavel foi um dos principais responsáveis por dar à política uma certa autonomia, procurando estudar e conhecer a verdade efetiva dos fatos, adotando um referencial mais compatível com as exigências atuais que os de Aristóteles.
          
  Foi Maquiavel quem, na modernidade, se tornou um dos principais responsáveis por dar à política uma certa autonomia, procurando estudar e conhecer a verdade efetiva dos fatos, adotando um referencial mais compatível com as exigências atuais que os de Aristóteles, sendo considerado, por isso, como o pai da ciência política.
           
 Muitos pesquisadores colocam que a ciência política difere da filosofia política e seu surgimento ocorreria, de forma embrionária, no século dezenove, época do surgimento das ciências humanas, tal como a sociologia, a antropologia, a historiografia, entre outras.
           
Mas o estudo da ciência política contemporânea, em certo sentido, ainda é o mesmo daquele de Aristóteles, só que levando em consideração toda a complexidade das organizações político-sociais contemporâneas e pressupondo uma orientação metodológica e objetividade de pesquisa compatíveis com as exigências da ciência atual.
            
ciência política é a teoria e prática da política e a descrição e análise dos sistemas políticos, das organizações e dos processos políticos e do comportamento político. Envolve o estudo da estrutura (e das mudanças de estrutura) e dos processos de governo. A ciência política abrange diversos campos, como a Filosofia Política, os sistemas políticos, o Estado, partidos políticos, Ideologia, Economia Política, análise de Políticas Públicas, o estudo da Administração Pública e do governo, das diferentes formas de governo como a democracia, o processo eleitoral e legislativo, entre outros.


A abordagem científica da política busca analisar e refletir sobre os fatos políticos a partir da observação empírica, o que não significa dizer que a ciência política seja meramente experimental. É possível falar de uma dimensão teórica da reflexão política (quando se busca, por exemplo, definir o conceito de poder: o que é o poder?), uma dimensão normativa ou ética (quando se busca responder qual a melhor forma de exercer o poder ou a melhor forma de organização política: de que forma deve ser exercido o poder?), mas estas duas questões estão de alguma forma ligadas a dimensão empírica e prática do estudo da política (de que modo o poder está distribuído na sociedade e nas instituições políticas, ou seja, quem exerce o poder?). Para tentar responder essas perguntas a Ciência Política procura se utilizar de todo um método adequado e relativo às ciências sociais.
           
De certa forma podemos dizer que tudo aquilo que nos é dado socialmente, culturalmente e historicamente pode ser objeto de estudo da Ciência Política. E este é o objetivo desta seção (e de modo geral deste website): debruçar-se sobre diferentes temáticas no campo da Ciência Política que possam nos ajudar a entender a complexidade das relações humanas e suas relações com o poder. Consideranto inclusive que o estudo da realidade política não é tarefa que caiba apenas a uma área do conhecimento. Por suas raízes históricas, comprovadamente filosófica, sociológica e jurídica, podemos falar de uma vinculação direta entre a Ciência Política e a Filosofia, a Sociologia, a Ciência do Direito, a própria História, e as demais ciências sociais (teóricas e aplicadas).

adaptado de Sociologia em Ação
Acessado em 03/02/2016
A seção Filosofia Política é destinada a expor as ideias e pensamentos dos diferentes
Filósofos que se dedicaram desde a antiguidade a refletir sobre o pensamento
Político e Social. Confira!!!


Prisma Sociológico e Jurídico


            Uma dimensão importantíssima que toma a Ciência Política é a de caráter sociológico. O fenômeno político é um fato social por excelência, segundo a definição durkheimiana. Desta forma, o fato político vai ser o núcleo de uma sociologia especial, a Sociologia Política. A aplicação de critérios rigorosamente sociológicos para a análise dos fenômenos que se prendem à realidade política fez surgir uma disciplina chamada Sociologia Política. Há uma esfera comum de estudo e pesquisa entre a Ciência Política e a Sociologia Política: grupos, classes sociais, instituições, opinião pública, os regimes políticos, as ideologias, as utopias etc.
            Além disso, o estudo do Estado e do fenômeno político constitui um dos pontos altos e culminantes da obra de Max Weber. Em Weber encontramos estudos sobre as bases sociais em que o poder repousa, investiga-se o regime político e a organização dos partidos, interrogam-se as formas de legitimidade da autoridade.
            Por outro lado, em uma tendência de cunho exclusivamente jurídico, Kelsen constrói uma Teoria Geral do Estado, fundando em bases de feições jurídicas uma teoria que assimilou o Estado ao Direito. Sob esta perspectiva, o Estado se explica pela unidade das normas de direito de determinado sistema de modo que, quem elucidar o direito como norma, elucidará o Estado. Situando Direito e Estado em relação de identidade, esta teoria faz de todo Estado,         Estado de Direito. Uma perspectiva menos radical faz da Teoria Geral do Estado um apêndice ou introdução ao Direito Público e Constitucional, sem, no entanto, reduzir o Estado a considerações exclusivamente jurídicas.
            Sob uma perspectiva não reducionista, podemos falar de uma tríplice análise do Estado: o Estado como ideia (prisma filosófico), como fato social (prisma sociológico) e fenômeno jurídico (prisma jurídico).



A Ciência Política e as demais Ciências Sociais


            Neste ponto cumpre enfatizar a relação que a Ciência Política possui com as mais variadas áreas das Ciências Sociais, entre elas a Economia, a História, a Psicologia.


O conhecimento dos aspectos econômicos em que se baseia a estrutura social são fundamentais para a compreensão dos fenômenos políticos e das instituições pelas quais uma sociedade se governa. Neste sentido, Marx estava certo em reconhecer na Economia a base da estrutura social, ou seja, um aspecto fundamental de politização da sociedade. A Economia corresponde, no pensamento marxista, a infra-estrutura da sociedade, que dá base e sustentação a sua super-estrutura, todas as instituições sociais e políticas, sendo, portanto, determinante, embora não exclusiva, de toda sociedade. Não é sem razão que a disciplina Economia Política tem uma importância fundamental no âmbito da Ciência Política.
            A História, e também o Historiador, têm uma contribuição assaz importante para oferecer à Ciência Política, na medida em que nos ajuda a entender a origem dos sistemas, das ideias e das doutrinas políticas do passado, ao longo de toda tradição Ocidental-Oriental. A importância dos estudos históricos, da História das Ideias Políticas, é por demais clara para que precise de maior justificativa e argumentatividade para demonstrar sua relevância. A História do pensamento político deve abranger a história dos acontecimentos políticos. Ao lado da história dos acontecimentos políticos, há também o estudo da história das instituições e, ainda, a história das ideias políticas.
            Não tão clara pode parecer a relação entre a Ciência Política e a Psicologia, mais especificamente a Psicologia Social, que parte do princípio de que, fora das motivações psicológicas, não é possível ter uma compreensão satisfatória dos fatos sociais e, por concomitantemente, do processo político. O que está na base dos fenômenos políticos, para a Psicologia Social, é que os fundamentos do poder e da obediência são de natureza psicológica.


FONTE:portalconscienciapolitica

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

E-Social – O que é e o que muda na vida do profissional de RH

Com a implantação do E-Social, buscamos trazer para vocês um post introdutório de como será a nova rotina para o profissional de RH com a implantação do E-Social.
Lembrando que este é um tema com muitos detalhes e assuntos específicos, dificilmente conseguiremos abordar todos em apenas um post.

O que é o E-Social?

E-Social é um projeto do Governo Federal, que envolve a Receita Federal, o Ministério do Trabalho, o INSS e a Caixa Econômica Federal. Seu principal objetivo é a consolidação das obrigações acessórias da área trabalhista em uma única entrega. 
Ou seja, o E-Social irá unificar o envio de informações referente aos trabalhadores das empresas. Com a plena implantação do E-Social, o profissional de RH fará em um único envio todas as informações relevantes para CAGED, GFIP, RAIS, etc.
Na prática, de forma resumida, podemos dizer que o E-Social será como uma folha de pagamento digital.
Está inclusa no projeto a entrega de todas as declarações, resumos para recolhimento de tributos oriundos da relação trabalhista e previdenciária, bem como informações relevantes acerca do contrato de trabalho. Além de maior controle sobre informações referentes à saúde e segurança do trabalhador.
Com isso, é esperado garantir aos trabalhadores o correto cumprimento das leis trabalhistas e previdenciárias.
Ok! Mas para o setor de Recursos Humanos, quais serão os impactos?

O que muda com o E-Social?

Diariamente, os profissionais de RH irão realizar alguns “reports” para o sistema do E-Social. A partir do envio, o sistema da Receita Federal irá validar a informação enviada e emitirá um número de protocolo de recebimento desta informação.
Não existirá um prazo fixo para envio de todas as informações, os prazos variarão de acordo com o assunto. Confira a seguir alguns exemplos:
Admissões ou demissões: precisarão ser informadas imediatamente quando ocorrerem. O trabalhador não poderá ser admitido ou demitido sem que o arquivo com a informação já esteja na base da Receita.
Folha de pagamento: o envio deverá ser realizado todo dia 07 do mês subsequente.
Jornada de trabalho e alterações de horários: deverão ser informadas na medida em que acontecerem as alterações de horários. Inclusive para trabalhadores isentos de marcação de ponto.
Alterações de Salário: o envio das informações deverá ser feito no dia subsequente à alteração.
O programa E-Social estará interligado com o ambiente da Receita Federal. Sendo assim, é de extrema importância que o profissional de RH verifique a consistência das informações no registro do programa de folha de pagamento.
É papel do RH garantir a acuracidade das informações referente ao trabalhador e que as suas movimentações estejam alinhadas conforme legislação vigente no país.
As informações de cargo, por exemplo, serão informadas através do número de CBO (Classificação Brasileira de Ocupações). Então, independente se o nome do cargo estiver em português, inglês ou em outro idioma, é necessário que esteja com o CBO correto.
Algumas informações adicionais serão solicitadas através do E-Social para composição de dados estatísticos, como por exemplo, se o colaborador já possui imóvel próprio e se utiliza recursos do FGTS para a aquisição do mesmo.
Com a obrigatoriedade do cumprimento do E-Social, teremos mais argumentos para buscar a cooperação de outros setores da empresa ou de nossos clientes, como nos casos de empresas do ramo de Contabilidade, por exemplo.
Um exemplo disso é nos casos de marcação de férias dos trabalhadores. Habitualmente, quando esta responsabilidade é da Gestão da empresa e não do  setor de Recursos Humanos, não há o correto cumprimento do Art. 135 da CLT (“…o trabalhador deve ser comunicado de suas férias, com 30 dias de antecedência, no mínimo, da data de início de suas férias”).
Com a implantação do E-Social, as férias deverão ser comunicadas para a Receita dentro do prazo estipulado em CLT.
Com estes exemplos fica mais fácil entender o que muda com o E-Social. Mas acredito que seja importante a realização de palestras visando conscientizar os colaboradores sobre as principais mudanças impostas pelo programa, bem como sobre a importância do cumprimento dos prazos legais e garantir o apoio e envolvimento de todos na implementação e manutenção do E-Social na empresa.

Quando o E-social entrou em Vigor?

O prazo para implantação do E-Social em empresas do Lucro Real, com receita anual acima de R$ 78 milhões, é a partir de Outubro/2014.
As demais empresas, com receita menor, tiveram até Janeiro/2015 para implantar o E-social.
FONTE: sobreadministração.com

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Oito dicas para quem trabalha em casa

A editora da revista Inc., Leigh Buchanan, trabalha de casa há três anos. Não é só alegria; ela confessa que às vezes se sente sozinha, e que briga muito para ter disciplina e não atrapalhar o trabalho com afazeres domésticos. Mas, de modo geral, tem sido uma experiência interessante. Abaixo, trazemos oito dicas que ela oferece àqueles que forem se aventurar a trabalhar de casa.
“Trabalho de casa há três anos, sem nada pra olhar além da paisagem de montanhas, e sem nada pra ouvir além de esquilos pulando no quintal.” Às vezes fica bem solitário. Sinto falta das conversas aleatórias nos corredores, que fazem surgir ideias inesperadas ou ajudam a formar parcerias. Mas, em geral, trabalhar de casa tem sido uma experiência satisfatória. Consegui me manter produtiva, e a redução no estresse de não ter que atravessar a cidade provavelmente aumentou um ano em minha vida. Para aqueles que vão embarcar nessa experiência de trabalho a distância, ofereço oito dicas para se dar bem.”
1- A linguagem é importante. Nunca diga ‘trabalho em casa’. Diga ‘meu escritório é em casa’, ou ‘trabalho para o escritório a partir de casa’. Além de soar mais profissional, você não entra para a lista de amigos e parentes como aquela-pessoa-que-pode-pegar-meu-filho-na-escola ou outros compromissos.
2- Algumas pessoas gostam de se vestir para o trabalho, mesmo que eles nunca ponham o pé pra fora de casa. Outras gostam de andar pela casa de pijamas. É uma escolha pessoal. Mas se você preferir a última, pelo menos troque de roupa uma vez de dia e de noite. Casual, sim. Sujo, não.
3- Fale com alguém do trabalho pelo menos uma vez por dia. Longos momentos de silêncio são angustiantes. Após três dias, eu fico me sentindo uma criança num acampamento: preocupada de que na minha ausência, eles terão mudado de casa sem me dizer. Melhor falar com gerentes, que sabem da situação geral.
4. Fofocar, navegar na internet e comprar uma coisinha durante o almoço são maneiras saudáveis de desanuviar a cabeça do ambiente barulhento, do café ruim e da cadeira desconfortável comuns ao trabalho. Apesar de em casa haver mais silêncio e conforto, não dá pra trabalhar oito horas sem parar. Então faça coisas úteis como pausa: lave roupa, varra o chão, faça um exercício (somente se você não gostar de se exercitar; se for divertido, você vai se distrair).
5- Se você tem filhos, explique a eles que quando sua porta estiver fechada, eles não devem incomodá-lo. Se eles não obedecerem, diga que se eles interromperem seu trabalho você vai perder os seus prazos, vai ser demitida, a família vai viver na rua e você vai vender seus brinquedos para comprar comida.
6- Galinhas adorariam trabalhar das 4h às 13h; as corujas, das 15h à meia-noite. Mas lembre-se de que alguns compromissos, ligações e conferências podem ser fora de seu horário de preferência. É tentador criar uma rotina adaptada ao seu organismo; mas é melhor se basear nos horários em que o mundo exige que você esteja disponível.
7- Em casa, temos três telefones: uma para a família, um para as crianças e um para as ligações de trabalho. Tenha um aparelho somente para o trabalho, assim você não corre o risco de alguém atender desavisadamente (‘Ei, mãe, é um tal de Steve Jobs, posso dormir na casa do Lucas?’), e você pode atender no modo profissional (‘Aqui é Leigh Buchanan’) e pessoal (‘Que foi?’).
8- Tenha uma cafeteira boa. A minha é uma Saeco Incanto Sirius, que faz um expresso fenomenal, mesmo tendo esse nome que parece saído de um livro do Harry Potter.
Fonte: papo de empreendedor

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Como Encontrar Investidores para um Pequeno Negócio

Quer esteja expandindo seu pequeno negócio, ou criando um novo, pode precisar de investidores para ajudar a financiar a empreitada. Apesar de um pequeno empréstimo ser um bom ponto de partido, buscar investidores dá mais acesso a fundos que normalmente não precisa devolver em datas certas. Entretanto, não pense que investidores te darão dinheiro sem esperar algo em troca, e pode ter que ceder um pouco do controle do negócio para trabalhar com alguns deles.

Passos 


1
Escreva um plano de negócios que possa compartilhar com seus investidores em potencial antes de começar a procurá-los.
  • Investidores precisam ver que pensou cuidadosamente sobre seu negócio, e tem objetivos realistas, tal qual estabilidade financeira. Seu plano de negócios deve demonstrar detalhes da empresa, incluindo uma descrição completa, e como ela se encaixa no mercado de hoje e do futuro.
  • Além disso, precisa apresentar a situação financeira dentro do plano, incluindo quanto dinheiro precisará, e como pretende devolvê-lo.
2
Decida o tipo de investidor que deseja encontrar.
  • Por exemplo, pode querer encontrar um que empreste dinheiro para um propósito específico, como a compra de novos equipamentos.
  • Pode preferir um investidor que coloque dinheiro no negócio em troca de direitos de propriedade, e uma parcela dos lucros.
  • Enquanto estas são duas estruturas comuns de investimento, também existem aqueles que desejam fazer de outras maneiras. Ajuste o seu plano de pagamento de forma que reflita o tipo de investidor que procura.
3
Entre em contato com outros em seu ramo de atividade para localizar investidores que possam se interessar por seu negócio. Apesar de ser bom começar com donos de pequenos negócios, contatar associações profissionais e comerciais em seu setor dará melhores chances de localizar investidores interessados.

4
Verifique sites especializados, onde investidores anjo possam te encontrar.Estes são um fenômeno relativamente novo, e sua estrutura varia. Entretanto, os melhores permitem que empresas coloquem pedidos de financiamento, e permitem que investidores entrem em contato de acordo com seus objetivos.

5
Ligue ou visite uma universidade com um programa empreendedor forte, que geralmente possui conexões com investidores. Fale com professores ou funcionários dentro do departamento sobre os recursos que podem te oferecer.

6
Explore empresas de capital de risco. Se demonstrou sucesso nos negócios e possui uma ideia para um novo produto, ou a mudança de um já existente, que deva trazer grandes retornos, esta pode ser uma boa opção.
  • Muitas dessas empresas buscam investimentos que possam criar um retorno de 3% a 10% em até 10 anos. Frequentemente estão mais interessadas em pequenos negócios que possam se tornar OPAs ou ser atraentes para grandes empresas.
Dicas
  • Mesmo que não esteja interessado em um empréstimo, verifique programas governamentais de incentivo a pequenos negócios.
  • Governos locais e estaduais também podem oferecer suporte financeiro para pequenos negócios. Se for mulher, ou fizer parte de uma minoria, ou se estiver abrindo um negócio sustentável, pode conseguir ajuda financeira adicional.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Uma pergunta pode prever o futuro da sua empresa

Os seus clientes recomendariam o produto ou serviço do seu negócio para amigos e conhecidos? A resposta a essa pergunta é essencial para que você, empreendedor, possa avaliar a qualidade da empresa e a fidelidade dos consumidores. Para monitorar os níveis de satisfação, muitos empresários investem na realização de pesquisas. Mas, para um pequeno e médio empreendedor, essa técnica pode demorar a alcançar o resultado e ter um alto custo.
Em entrevista à revista americana IncFred Reichheld, autor do livro “The Ultimate Question” (“A Pergunta Definitiva”) e pesquisador sobre o tema lealdade nos negócios, disse acreditar que existe uma maneira melhor do que as tradicionais pesquisas para quantificar a capacidade de a empresa servir os seus clientes. Isso porque o pesquisador desenvolveu a metodologia denominada “Net Promoter Score”, que se baseia em fazer apenas uma pergunta ao consumidor para descobrir se os clientes são ou não fiéis à marca. De acordo com ele, somente os que responderem as notas 9 ou 10 à pergunta “Em uma escala de 0 a 10, qual a probabilidade de você indicar a empresa a um amigo ou colega?” estarão propensos a recomendar os serviços da empresa a terceiros e a comprar novos produtos do negócio. Esses, por tanto, serão os consumidores fiéis e, com certeza, divulgarão a marca da empresa.
Como usar a metodologia “Net Promoter Score”?
Para conseguir medir o desempenho dos seus negócios por meio da técnica desenvolvida por Fred Reichheld é preciso selecionar um número de clientes que farão parte da pesquisa. Todos aqueles que responderem com notas 9 ou 10 à pergunta formulada pelo pesquisador serão considerados os “clientes promotores” do negócio. Já os que derem as notas 7 ou 8 serão denominados“clientes passivos”. Esses serão os consumidores que estarão satisfeitos, mas que não deverão recomendar a empresa para outras pessoas. Os “clientes detratores” serão aqueles mais irritados e que não estarão satisfeitos com o serviço oferecido. Eles deverão dar notas de 0 a 6.
Para calcular o Net Promoter Score da empresa é preciso subtrair a porcentagem de “clientes detratores” pela porcentagem dos “clientes promotores”. Por exemplo, se 45% dos consumidores são “promotores”, 20% são “passivos” e 35% são “detratores”, o Net Promoter Score será 10% (45-35 = 10).
Para ter uma empresa saudável, capaz de crescer no mercado por meio de clientes fiéis ao negócio, é importante que a porcentagem encontrada seja cada vez mais elevada. 
E você, empreendedor, como avalia a fidelidade dos seus consumidores?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

A força de uma boa história

“Quer vender o seu produto? Conte uma boa história.” Ouvi a mesma recomendação em três apresentações diferentes durante a NRF Retail’s Big Show, o maior encontro mundial do varejo, realizado no mês passado em Nova York. Story telling foi um dos temas mais comentados do evento – da Coca-Cola à IBM, especialistas em marketing desfilaram as vantagens de investir em uma narrativa que emocione e envolva os clientes. O princípio é simples. Para conquistar consumidores, não basta citar números, ou explicar porque o seu produto é melhor do que os outros. É preciso mexer com os sentimentos das pessoas. E a melhor maneira de fazer isso é contando histórias.
Um dos melhores exemplos de story telling é o caso da Warby Parker, loja online de óculos fundada em 2010 pelos sócios Neil Blumenthal e David Gilboa. A empresa foi criada com dois preceitos básicos: oferecer armações de qualidade por preços mais baixos que os da concorrência; e, ao mesmo tempo, ajudar pessoas carentes. “Descobrimos que 1 bilhão de pessoas no mundo precisavam de óculos de grau, mas não tinham como pagar. Decidimos fazer algo de bom pelo mundo”, disse Blumenthal à revista Inc.. Na abertura da loja, estipularam a seguinte regra: para cada óculos comprado por um cliente, um seria doado para uma pessoa carente.
O resultado foi surpreendente. Depois de ser tema de reportagem na Vogue e na GQ, a empresa vendeu todo o seu estoque em duas semanas e ainda ficou com 20 mil clientes na lista de espera. De lá para cá, a Warby Parker cresceu 500%, recebeu aportes de cinco fundos diferentes e distribuiu mais de 250 mil óculos de grau para comunidades carentes. No site da companhia, é possível encontrar vídeos e fotos de pessoas que receberam os produtos: não há como não se emocionar com as histórias apresentadas pela marca.
E é aí justamente que está o segredo. Estima-se que pelo menos 50% dos clientes da WP sejam atraídos pela propaganda boca a boca. Quem compra na loja pela primeira vez fica tão encantado com as histórias contadas no site que se empenha em divulgar a loja para amigos, parentes, nas redes sociais… “Eles sentem orgulho em comprar aqui, e querem que os outros sintam o mesmo”, diz Blumenthal.
O caso da Warby Parker é exemplar porque mostra que, para vender um produto, não basta contar uma boa história. É preciso vivê-la. Quer dizer, não é o caso de inventar uma história qualquer associada à sua marca e espalhar por aí. É preciso que esta reflita os valores da empresa, a visão dos empreendedores, o objetivo do negócio. Então, é hora de parar o que você está fazendo, tirar alguns momentos (ou dias) para refletir, conversar com os sócios, clientes, parceiros, e finalmente decidir: qual a história que você vai contar?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

DEPRESSÃO

Definição


Depressão não é apenas uma sensação de tristeza ou de “baixo astral”. É mais do que se sentir triste ou ficar de luto após uma perda. Estar deprimido é diferente das sensações ocasionais de tristeza que fazem parte normalmente da vida. Para pessoas deprimidas, estes sentimentos podem ser persistentes, incapacitantes e desproporcionais em relação a qualquer causa externa.

A depressão é uma doença (tanto como diabetes, a pressão arterial elevada ou as doenças cardíacas), que afeta seus pensamentos, seus sentimentos, sua saúde e seus comportamentos. A depressão geralmente é acompanhada de alterações do humor, sono, apetite e várias outras funções do organismo.



Quem sofre desta doença geralmente não consegue simplesmente livrar-se dela com as próprias forças e sentir-se bem. Sem tratamento adequado, os sintomas podem persistir por semanas, meses ou anos.

A depressão não ocorre por sua culpa. Não é uma fraqueza. É uma doença. E pode ser tratada.

Sintomas mais comuns na depressão

Os sintomas abaixo geralmente estão presentes nos casos de depressão. Geralmente a pessoa não apresenta todos esses sintomas, mas apenas alguns deles, de forma grave suficiente para interferir no seu funcionamento normal.
·         Sentimentos persistentes de tristeza.
·         Perda do interesse ou prazer pelas atividades de rotina ou passatempos preferidos.
·         Desespero, que surge sem razão aparente.
·         Crises de choro. Ansiedade.
·         Sentimentos de desesperança, pessimismo.
·         Sentimentos de culpa.
·         Distúrbios do sono (insônia, despertar matinal, hipersonia).
·         Irritabilidade fácil.
·         Falta de apetite com perda de peso. 
·         Perda da energia .
·         Dificuldade de concentração, de tomar decisões, de relembrar fatos.
·         Dificuldade de relacionamento pessoal, com tendência ao isolamento
·         Falta de interesse em atividades prioritárias e abandono delas.
·         Negligencia das responsabilidades e da aparência.
·         Perda do interesse ou prazer nas atividades sexuais.
·         Pensamentos de morte ou suicídio, tentativa de suicídio.

Possíveis Causas 

A depressão pode ser causada por diversos fatores, isolados ou combinados, incluindo:
·           História familiar .Outras doenças não-psiquiátricas como, por exemplo, doenças crônicas
como AIDS ou câncer, alterações hormonais (hipotireoidismo), etc.
·           Alguns medicamentos. Uso de drogas ou álcool .
·         Outras doenças psiquiátricas.
·         Algumas situações de vida, como “stress” intenso ou uma perda importante, podem desencadear a depressão.

Muitas vezes a depressão pode surgir mesmo quando tudo está muito bem na vida da pessoa. 

A depressão não ocorre por sua culpa. Não é uma fraqueza. É uma doença. E pode ser tratada.

Fatores de Risco

Os fatores descritos abaixo estão relacionados com a depressão. Significa que a presença de ou mais desses fatores na vida da pessoa torna-a mais vulnerável para apresentar depressão. A identificação desses fatores é feita com bases estatísticas e o fato da pessoa ter ou não esses fatores não determina o surgimento de depressão em sua vida. Os principais fatores de risco identificados são:
·         Sexo feminino , Adultos jovens.
·         Vida urbana.
·         Desempregados.
·         Presença de importante doença física.
·         Doença afetiva prévia.
·         Historia familiar de depressão.
·         Perda de uma pessoa importante e próxima nos últimos 6 meses.
·         Solidão.
·         Falta de satisfação com a vida.

Alguns Dados Estatísticos


·           Depressão afeta 15-20% das mulheres e 5-10% dos homens.
·           Mulheres são 2 vezes mais afetadas que os homens.
·           Aproximadamente 2/3 das pessoas com depressão não fazem tratamento.
·           Dos pacientes que procuram o clinico geral apenas 50% são diagnosticados corretamente.
·           A maioria dos pacientes deprimidos que não são tratados irão tentar suicídio pelo menos uma vez. 17% deles conseguem se matar.
·           Com o tratamento correto, 70-90% dos pacientes se recuperam da depressão.

O que devo fazer se tiver sintomas que indiquem depressão?

Muitas vezes as pessoas não procuram tratamento para sua depressão porque não reconhecem os sintomas, porque têm dificuldade em pedir ajuda, ou porque não sabem que existem tratamentos
para a depressão.
Você pode procurar um psiquiatra cristão ou um outro profissional de saúde de sua confiança. Ele pode:
·         Descobrir se existe uma causa física para sua depressão.
·         Tratar a depressão.
·           Encaminhar você a um outro profissional para avaliação complementar e tratamento.

Se você não tiver um médico que o (a) acompanhe regulamente, procure um psiquiatra ou um ambulatório de saúde mental. Clínicas de psiquiatria de centros médicos universitários também dão assistência a pessoas com depressão.
Entre as possíveis coisas que você pode fazer para sentir-se melhor estão:
·         Cultivar Boas leituras
·         Aprender a gostar de si mesmo(a) e de suas habilidades
·         Ajudar pessoas em necessidade
·         Ampliar seu círculo de amigos ou amigas.
·         Aprofundar seus conhecimentos bíblicos
·         Praticar mais exercícios físicos
·         Aprender a rir de si mesmo(a) e da vida
·         Desenvolver uma amizade sólida com Jesus

Descubra a pessoa linda que você é, e não guarde seus talentos apenas para você mesmo(a).

Deus lhe ama. Ele deu a vida por você para você viver a vida intensamente.

Isaías 49:15  Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que aindamama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Masainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não meesquecerei de ti.

João 3:16  Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.


João 10:10  ... Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.